E-commerce Radar Moda: destaques do e-commerce de moda no primeiro semestre 2017

As formas de consumo tem mudado como os clientes tomam as suas decisões. Comprar online já é uma realidade para muitos consumidores. E fazendo parte de um novo cenário, o e-commerce de moda está se mostrando uma ótima oportunidade para investimento.

Nesse post iremos te mostrar os principais destaques do e-commerce de moda no primeiro semestre de 2017. Confira:

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Acesso via dispositivos móveis

 

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Já não é novidade o crescimento do e-commerce. Ainda mais com o aumento de pessoas com smartphones, tablets e internet móvel através de rede 3G/4G. Porém, o segmento de moda ganha um destaque especial quando se fala em acesso e pedidos por meio de dispositivos móveis. Hoje, a necessidade de um e-commerce de moda ser responsivo é enorme!

Afinal, os dados do primeiro semestre de 2017 demonstram um percentual superior. Tanto de usuários como de pedidos em e-commerces de moda em relação aos demais segmentos.  Mesmo que a taxa de conversão ainda seja bem discrepante. Chegando a quase o triplo no desktop e com parâmetros bem próximos ao apresentado nas demais categorias. É muito importante a avaliação da jornada de compra do cliente.

Que por muitas vezes é impactado principalmente por meio de redes sociais como o Facebook e Instagram. Pesquisa e toma a decisão durante o acesso mobile, mas prefere finalizar a compra em um desktop por conta da usabilidade. E até mesmo por sentir mais segurança de inserir seus dados em um computador.

Ainda é importante destacar o número de páginas por visita que é 24% maior em smartphones. E 34% maior em tablets no segmento de moda. O que garante mais interação e é um dos critérios de avaliação do Google para posicionamento orgânico das páginas nos resultados de busca.

ecommerce-radar-moda-destaque-dispositivo Thiago Mazeto – Gerente de Marketing da Tray

Taxa de conversão do E-commerce de Moda

Ainda temos uma considerável diferença na taxa de conversão entre os estados do Sul/Sudeste e o resto do país (exceção para Distrito Federal). Grande parte dessa diferença se deve, em grande parte, aos desafios logísticos que enfrentamos no Brasil. Basta calcular preço e prazo de frete em regiões como Pará, Amazonas, Bahia (ou qualquer outro estado fora do eixo mais ao Sul). Que entendemos facilmente porque: geralmente são mais de 15 dias úteis para receber um produto e, constantemente com valores mais altos.

Isso faz com que, muitas vezes, consumidores dessas regiões prefiram comprar fisicamente. Como observação positiva, nota-se, ano a ano, a melhora em muitas médias individuais e, principalmente, a Média Brasil. Ainda temos muito a otimizar e um grande terreno a ser explorado.

Em países da Europa, Ásia e nos Estados Unidos, a média fica acima dos 3%. Mas com a evolução tecnológica do setor de transportes e maior penetração do ecommerce no dia a dia do brasileiro. Em 3 ou 4 anos, observaremos melhoras significativas nessa taxa.

ecommerce-radar-moda-destaque-taxa  Felipe Gomes – Chief Experience Officer na CoreBiz

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Comportamento de navegação

 

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O comportamento do consumidor quando procura por moda na internet é bem diferente quando comparado com qualquer outra categoria. Enquanto que em qualquer categoria o tempo médio de navegação é de 1 minuto e 56 segundos. Em moda esse tempo é 139% maior, ou seja, a média de tempo gasto é de 4 minutos e 37 segundos. Isso porque, além de serem produtos altamente pessoais (não há uma forte análise técnica do produto), em moda a oferta é mais variada.

Outro dado é o número de novos visitantes e retornantes. No e-commerce de moda o número de novos visitantes é maior. Isso porque produtos desta categoria tem uma alta rotação. Roupas e acessórios sempre mudam conforme as coleções, estações e tendências, trazendo sempre novos itens. Porém, por já saciar a sua vontade, as pessoas só vão retornar no site quando novos produtos forem lançados.

Por último, a taxa de rejeição. Na categoria de moda ela é menor, sendo 43.1%, enquanto a média de todas as categorias é de 53.7%. Isso acontece porque, para roupas e acessórios as pessoas já possuem uma marca favorita. Assim quando acessam o e-commerce tendem a explorar mais o site e finalizar a compra. Diferente de um eletrônico, por exemplo, onde antes da compra você acessa vários sites, pesquisa e compara todos os dados.

ecommerce-radar-moda-destaque-comportamento1 Arthur Gimenes – Especialista em E-commerce na Profit

Abandono de carrinho

O carrinho de compras é para o e-commerce o que o ponto de venda (PDV) representa para o varejo físico. Ou seja, é o momento da verdade. Onde a decisão final de compra é tomada pelo consumidor. Por este motivo, é importante que o varejista on-line ofereça condições adequadas para que o consumidor siga em frente.

Desta forma, é fundamental possuir alternativas que reduzam os valores de frete ao consumidor, oferecer mais formas de pagamento, bem como aplicar tecnologias que busquem este consumidor em caso de abandono de seu carrinho.

ecommerce-radar-moda-destaque-abandono Rubem Razões – Gerente de E-commerce na Cia.  Hering
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Quase 83% dos carrinhos gerados em lojas virtuais da categoria são abandonados, o que destaca grande margem para melhorias.

Formas de pagamento

As formas de pagamento devem estar alinhadas com o produto ofertado e público atendido. 5% de desconto adicional para pagamento em boleto pode ser bem atrativo para certos nichos, porém com a taxa de 49% de aprovação (lê-se 51% não efetivados) vale calcular o quanto é valido estimular este meio de pagamento.

Fala-se muito em “Carrinho abandonado”, mas nestes casos devemos ter um olhar estratégico para a recuperação dos “Boletos abandonados”. Os cartões Elo vieram para ficar, o mercado demorou em associar isso, mas ano que vem deve passar as bandeiras Hipercard e Amex. E lembre-se: “A melhor opção é dar opções”.

ecommerce-radar-moda-destaque-formaspagamentoDistribuição de envios

O setor de Moda e Acessórios apresenta particularidades em seu perfil e demandas logísticas. Um exemplo objetivo é que os envios geralmente são de encomendas muito leves (cerca de 83% dos envios possui no máximo 0,75kg) e esse perfil de carga resulta em um custo médio de frete até 13,5% menor que a média do e-commerce geral.

Essa informação é útil aos lojistas da categoria, pois orienta que em negociações de tabelas de frete com transportadoras o foco deve ser nas primeiras faixas de peso as chamadas leves, minimizando os pontos de negociação e alcançando custos mais alinhados a real necessidade.

Outro ponto interessante é que os consumidores do e-commerce de moda escolhem serviços de entrega com menor prazo, cerca de 13% a mais do que os consumidores do e-commerce em geral. Isso demonstra que toda a cadeia de abastecimento e distribuição do lojista deve ser ainda mais eficiente, já que seus consumidores são ainda mais exigentes.

Um destaque comparativo é que a região Nordeste possui uma participação menor nesse setor do que a região Centro-Oeste, o que é o oposto quando analisamos os outros setores do e-commerce. Há um campo de oportunidade a ser explorado para região.

ecommerce-radar-moda-destaque-distribuicao Felipe Galheigo – Especialista em operações da Mandaê

 

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